Ao passo que a economia chinesa desacelera, aumentam os riscos de atrasos salariais e cortes de empregos no país. O cenário, especialmente dramático para trabalhadores de classe baixa, vem levando, nos últimos tempos, a eclosão de diversos protestos trabalhistas pela China. Em 2017, o China Labour Bulletin registrou 1250 manifestações desse tipo no país. Em 2018, o número saltou para mais de 1700 e, dado os últimos indicadores econômicos, é improvável que a tendência se reverta em 2019. Consciente do problema, Pequim já alerta oficiais de governo a se manterem atentos a eventos que possam comprometer, dentre outros, a estabilidade social do país.


desaceleração da economia chinesa, aliás, pode ser vista em mais uma gigante de tecnologia do país: a DiDi Chuxing, maior plataforma de carros compartilhados do mundo, demitiu 2000 pessoas no início deste ano, ou 15% de seu pessoal na China. Vale ficar atento.


Mesmo enfrentando dificuldades de ordem política e econômica em vários países do mundo, a performance da Huawei na China segue à frente de seus principais competidores — incluindo a Apple. Enquanto as vendas da empresa chinesa em sua terra natal aumentaram em mais de 20% no ano passado, as da gigante estadunidense despencaram cerca de 18%. Mas qual é a receita, afinal, do sucesso da Huawei? Resumidamente, uma mistura das tensões comerciais entre Washington e Pequim, que inflamaram o patriotismo chinês e levaram muitos a comprarem produtos da Huawei como demonstração de suporte ao país, e a combinação entre alta qualidade e preços mais acessíveis em relações a importados dos aparelhos oferecidos pela empresa.


novidade da semana nas lojas virtuais chinesas é um aplicativo criado por Pequim para disseminar e fortalecer o aprendizado do pensamento oficial de Xi Jinping — o Socialismo Com Características Chinesas Para a Nova Era — no país. A plataforma, descrita pelos desenvolvedores como uma ferramenta educacional rica, precisa e inovadora, rapidamente se tornou a mais baixada da loja de aplicativos da Apple na China. Além de testar seu conhecimento sobre a ideologia do Partido Comunista Chinês em jogos de perguntas e respostas, o app ainda possibilidade que o usuário acompanhe a mídia estatal do país e os últimos discursos em texto e em vídeo do chefe de Estado chinês.

De acordo com o People’s Daily, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, importantes avanços em torno de guerra comercial sino-estadunidense foram alcançados durante uma série de reuniões entre Xi Jinping e oficiais sêniores chineses com enviados de Washington durante a última semana em Pequim. “Foi injetado novo ímpeto no desenvolvimento das relações comerciais entre China e Estados Unidos”, declarou a publicação. O presidente Donald Trump, por sua vez, corroborou com o otimismo quanto à última rodada de negociações entre os dois países, afirmando que China e Estados Unidos estão, agora, muito próximos de firmar um acordo comercial de verdade. “Estamos cobrindo tudo, tudo que as pessoas vêm falando sobre há anos e dizendo que não era possível de ser feito”, complementou.


No início de 2017, meses após a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, Xi Jinping defendia arduamente a globalização em seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos. Líderes políticos e empresariais do restante do mundo, ainda espantados com a nova orientação anti-globalista de Washington, reagiam com otimismo ao comprometimento chinês com a manutenção da ordem internacional liberal. Em 2019, porém, o cenário não poderia ser mais diferente. De esperança, Pequim passou a se deparar com hostilidade em suas relações com diversos países do mundo, especialmente no Ocidente. Se, por um lado, o governo chinês nega veementemente as alegações por trás da nova postura assertiva de outras nações — as acusações vão de espionagem tecnológica à chantagem como prática diplomática —, o cenário adverso é, obviamente, menos que ideal para um país com tamanhas pretensões globais.


Um escândalo diplomático envolvendo a embaixadora da Suécia na China, Anna Lindstedt, causou enorme constrangimento tanto às relações entre Estocolmo e Pequim como à reputação internacional sueca. Angela Gui, filha de Gui Minhai, dissidente político e crítico vocal ao regime do Partido Comunista da China, acusou Lindstedt de orientá-la a se encontrar com representantes chineses na Suécia com vistas a pressioná-la a não mais se manifestar sobre o caso do pai, abduzido no ano passado por oficiais chineses na presença de diplomatas suecos e detido desde então. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Suécia condenou a conduta de Lindstedt e a afastou de seu cargo. “Nem o Ministério das Relações Exteriores nem a Ministra Margot Wallström foram informados sobre o ocorrido antes que tal reunião acontecesse”, completou o órgão em comunicado oficial, informando ainda que abriu investigação interna sobre o caso.

Pouco se fala sobre o e-commerce de produtos de segunda mão na China — talvez por geralmente se pensar no consumidor chinês como sempre ávido por novas tecnologias e inovação e, portanto, desinteressado em produtos usados. Ledo engano. O Technode discute como essas falsas percepções excluem um expressivo mercado na China — os das pessoas que vivem em cidades de pequeno e médio porte, com uma renda per capita muito menor do que centros como Pequim e Xangai, e que estão dispostas a comprar produtos de segunda mão online. E muito. Há quem já tenha percebido a janela de oportunidade. O Pinduoduo, por exemplo, acumulou quase 15 bilhões de dólares em volume de vendas em três anos. Iniciativas menores também tem ganhado espaço: tem até startup de compra e venda de livros usados, um mercado que, segundo alguns, vale mais de um bilhão de dólares no país.


Em uma cidade pequena no interior da China, uma livraria mudou vidas. O vilarejo de Chenjiapu, com menos de 100 casas, sofria com o abandono pelos jovens, que partiam para grandes centros em busca de maiores oportunidades. O chefe local do Partido decidiu, então, criar um projeto de longo prazo para animar a economia da cidade: abrir uma livraria. Hoje, o estabelecimento vende tanto quanto livrarias em cidades grandes e atrai visitantes de fora e pais em busca de locais para seus filhos lerem. A iniciativa vai de encontro com a o incentivo do governo central chinês ao desenvolvimento de turismo em áreas rurais subdesenvolvidas e, ainda, incentivou outros moradores a abrirem restaurantes e hotéis na área, elevando a renda per capita da cidade.


Para encerrar o Ano Novo Chinês, celebra-se o Festival das Lanternas no décimo quinto dia do primeiro mês do calendário lunar (19 de fevereiro em 2019). Neste ano, até a Cidade Proibida ficará aberta à noite para entrar no clima das festividades, um fato que não ocorria há 94 anos. A procura pelos ingressos — totalmente gratuitos — foi tão alta que há quem esteja tentando comprá-los no mercado clandestino por quase 600 dólares.

Zheng He foi um grande explorador chinês do século XV. Sob seu comando, o império da China chegou a praticamente todos os cantos do mundo. Esta seção é inspirada nele e te convida a explorar ainda mais a China.

O misterioso mundo dos emojis: nem tudo é o que parece na interpretação dos emojisna internet chinesa.

O fantástico mundo da Medicina Tradicional Chinesa: muitas vezes olhada com desconfiança pelo mundo ocidental, a Medicina Tradicional Chinesa está mudando o próprio desenvolvimento e entendimento da medicina moderna no mundo. Vale a pena conferir a reportagem da NatGeo que, além de um texto impecável, traz fotos incríveis da prática.

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