A partir dessa semana, reúnem-se em Pequim a Conferência Consultiva Política Popular da China e o Congresso Nacional Popular do país. A Caixin reuniu 5 coisas que você precisa saber sobre essas reuniões — apelidadas em conjunto de Two Sessions ou Duas Sessões —, que duram 2 semanas e agregam mais de 3 mil pessoas das mais diversas influentes esferas chinesas. Um ponto importante na pauta deste ano, além do que mencionamos na semana passada aqui na Shūmiàn, é a votação de uma legislação sobre investimentos externos na China.

Muita informação e pouco tempo para acompanhar tudo sobre as Duas Sessões? O China Daily destacou cinco palavras-chave proferidas por Xi Jinping desde 2014 sobre estes eventos.


De acordo com pesquisa da Hurun Report, a China perdeu no ano passado 161 de seus bilionários. O motivo? O mau desempenho do mercado financeiro no país, que acabou por levar muitos ultra ricos chineses a perderem parte de sua fortuna, tornando-se “somente” milionários. Apesar da queda, a China ainda é o país com o maior número de bilionários no mundo — são 658 no total contra 584 dos Estados Unidos, o vice-colocado no ranking.


Para a Huawei, os dias de discrição ficaram no passado. A gigante chinesa embarcou de vez em uma ofensiva para se defender de acusações de que atuaria ao redor do mundo como espiã do Partido Comunista Chinês. Em discurso durante evento da empresa em Barcelona, o presidente rotativo Guo Ping declarou que nunca houve tanto interesse pelo Huawei. “Devemos estar fazendo algo certo”, afirmou. Guo ainda disse que política não deveria ser usada para administrar casos de cibersegurança e que as atenções deveriam estar voltadas para a espionagem de Washington contra suas próprias empresas — uma referência clara ao escândalo do sistema PRISM exposto por Edward Snowden.


urbanização de grandes cidades chinesas tem muito a ver com o desenvolvimento econômico do país. Num texto excelente, Lauren Teixeira analisa a arquitetura dos superblocos residenciais e grandes avenidas, a abertura econômica e planejamento governamental, a ascensão das classes que adquiriram carros e a poluição na China, além da própria vontade de copiar a urbanização dos Estados Unidos.

O Canadá iniciou, na última sexta-feira, o processo de extradição de Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei presa no país desde dezembro do ano passado, para os Estados Unidos. A China, cuja relações com o país norte-americano deterioram-se abruptamente após o episódio da prisão de Meng, condenou a decisão e exigiu novamente a libertação da executiva. “Pequim lamenta e opõe-se firmemente à decisão canadense de avançar obstinadamente rumo a este suposto processo judicial”, declarou Lu Kang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China em comunicado oficial.


Robert Lighthizer, principal negociador comercial da administração Trump, declarou na última quarta-feira (27) que muito trabalho ainda precisa ser feito para que Washington assine um acordo com Pequim que ponha fim à guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. A afirmação caiu como balde de água fria naqueles que acreditavam que os dois países estavam próximos de assinar um amplo acordo comercial. O caminho será longo e, como sugere Lighthizer, é necessário ter paciência.

Um dos tópicos que pode atrasar a assinatura do acordo, aliás, é a questão da política cambial chinesa. De um lado, Washington acusa os chineses de manipularem a flutuação do Renminbi a benefício de seus exportadores e exige o fim das supostas manobras cambiais de Pequim. Do outro, o governo chinês alega que os esforços para estabilização de sua moeda são nada mais que respostas a instabilidades econômicas domésticas e internacionais comuns a qualquer país. Resta saber se a China está disposta a abrir mão dessa ferramenta de administração econômica para chegar a um consenso comercial com os norte-americanos.


Muito se fala sobre os investimentos chineses na África, mas pouco se ouve sobre as contradições entre o “discurso pró-África” do Império do Meio e o tratamento que é dado a africanos no país. O Africa is a Country discute as assimetrias que compõem esta relação, como políticas de imigração mais restritivas que tiveram um impacto maior sobre africanos, ações policiais desmedidas e até mesmo um crescente racismo institucionalizado presente no país.

Sem tempo para ler todo o artigo? Assista ao curta Guangzhou Dream Factory. Em menos de cinco minutos você pode saber um pouco mais sobre a diversidade e desafios de parte da comunidade africana na China.

O governo chinês lançou um prêmio literário para obras publicadas apenas online. O público para esse tipo de produção é enorme, resultado de uma população que cada vez mais consome todo o seu entretenimento via celular. Algumas obras até viraram seriados e filmes de sucesso.


De acordo com relatório oficial obtido pela Associated Press, no ano passado o governo da China bloqueou mais de 20 milhões de tentativas de compra de passagens de trem e avião por parte de cidadãos descreditados pelos diversos sistemas de crédito social em vigor do país. O documento não especifica quais comportamentos podem levar a este nível de restrição, mas em algumas províncias chinesas até mesmo ofensas de pequeno grau, como passear com um cachorro sem coleira, podem levar à perda de pontuação.


Deparando-se com uma população em rápido envelhecimento que deve passar a encolher já na próxima década, o governo da China tenta agora reverter os efeitos de mais de trinta anos de vigor da Política do Filho Único incentivando famílias chinesas a ter mais filhos. O problema? Para pais chineses, mais vale a pena — em uma sociedade tão competitiva quanto a da China — investir todos os recursos em um só filho do que os dividir entre mais herdeiros. Fabricar um baby boom no país, ao que tudo indica, não será tão fácil assim.


O que uma competição internacional de matemática para alunos de ensino médio pode dizer sobre o sistema educacional de um país? Muito, segundo milhões de chineses que foram protestar na internet o sexto lugar do país em um torneio na Romênia. Para quem costumava ganhar com alguma frequência a medalha de ouro, a saída do pódio abriu espaço para críticas online sobre uma visão excessivamente utilitarista sobre a educação públicaPara muitos, o modelo atual de ensino coíbe a criatividade, inovação e, até mesmo, o talento em determinadas matérias.


O sucesso de The Wandering Earth que, em menos de uma semana, já arrecadou mais de 300 milhões de dólares no país, vai muito além das telas do cinema. Para muitos, é o grande símbolo que ficção científica da China pode ser tão boa (ou melhor) do que seu par ocidental. O SixthTone publicou um ótimo artigo discorrendo sobre os traços da cultura chinesa presente no filme, além de examinar como o gênero no Império do Meio retrata de maneira distinta a relação com o lar e a família em relação às produções da Europa e dos Estados Unidos.

Zheng He foi um grande explorador chinês do século XV. Sob seu comando, o império da China chegou a praticamente todos os cantos do mundo. Esta seção é inspirada nele e te convida a explorar ainda mais a China.

Música de Taiwan: que tal intercalar as marchinhas de Carnaval com alguns sucessos de Taiwan? O NeoCha fez uma lista com as 10 bandas mais proeminentes da ilha. Solta o som.

Fotografia: as cidades da China com seus néons noturnos às vezes parecem saídas deBlade Runner. Uma fotógrafa francesa aproveitou a vibe.

A história do Bubble Tea: Hanlin Tea Room ou Chun Shui Tang? Independentemente de quem tenha criado essa maravilha, o Bubble Tea (um chá com pérolas de tapioca) é um fenômeno na China, Sudeste Asiático e partes dos Estados Unidos. O Goldthread fez um vídeo contando a criação da que é a bebida favorita da equipe Shūmiàn.

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