Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento da China, e isso afeta diretamente as previsões de crescimento global (cuja expectativa em janeiro estava em 3% e agora já caiu para 2,6%). A justificativa seriam as tensões causadas pela guerra comercial, já que EUA e China somados correspondem a quase ⅓ do mercado global. A previsão é de que a RPC tenha um crescimento de 6,2%. Saudosos tempos de crescimento em torno de 10% (até 2010).

Você também pode ver aqui as mudanças na economia chinesa nos últimos 30 anos. Em gráficos. Além disso, há também uma análise do pessoal da Macropolo sobre essepróximo trimestre na economia. A previsão é de que para balancear as perdas com a guerra comercial, o governo abandone medidas de austeridade monetária e fiscal.


Os Correios da China (China Post) lançaram uma parceria com, ela mesma, a Huawei. Acusados de serem (alguma novidade aqui?) lentos demais nas entregas, o China Postvai trabalhar com a gigante de tecnologia para melhorar os seus serviços financeiros, sua logística e achar maneiras de inovar. A notícia foi sucesso nas redes e veio bem no momento em que a Huawei acusa a estadunidense FedEX de desviar pacotes da empresa para o governo dos EUA.


Já comentamos aqui na Shūmiàn sobre a recente polêmica quanto ao estabelecimento de um acordo de extradição entre a China continental e Hong Kong. Para opositores, o projeto representaria um passo na direção contrária à autonomia prometida à cidade, quando de seu retorno à soberania de Pequim em 1997. Tomando as ruas da Região Administrativa Especial nessa semana, milhares de manifestantes acusaram a nova legislação de trair a opinião pública da cidade e clamaram por pressão internacional para que o governo local recue.

Mais um projeto da BRI parece sugerir, para alguns, a retomada da narrativa de “diplomacia da armadilha da dívida”. Desta vez, no Cazaquistão. O projeto bilionário da construção de uma ferrovia, que passaria pela capital do país e com previsão de conclusão anunciada para 2020, está longe de sair do papel. Na verdade, saiu dos trilhos. As causas apontam para um grande problema de financiamento, tanto da parte cazaque,quanto da chinesa. O banco chinês responsável por parte dos empréstimos teria entrado em colapso, enquanto que Astana estaria tendo dificuldades domésticas para financiar o projeto.


Seria, a América do Sul, a nova África na política externa chinesa? É o que a galera do The China in Africa Podcast discute neste episódio bem interessante. Prepara aí o ouvido.

Nessa mesma onda, o professor da FGV Oliver Stuenkel concedeu uma entrevista ao Canal Um Brasil sobre a importância de uma política externa brasileira para a China e quais mudanças têm acontecido a cada novo governo no Planalto. Além de mostrar como é importante para a galera do Brasil estudar e conhecer o Império do Meio. Dica da equipe: estudem na China! Existem bolsas!


Contrariando os rumores passados de violação de privacidade e roubo de dados de sua sede na Etiópia, a União Africana assinou um Memorando de Entendimento com a Huawei nessa semana. A ação tem como objetivo declarado o fortalecimento das cooperações já existentes nos ramos de inteligência artificial, 5G, e Internet das Coisas(IoT), o que promete acelerar a digitalização de todo o continente africano.

timing do acordo vem a coincidir com a recente concessão de licenças 5G para operadoras de telecomunicações estatais na China. Você pode se aprofundar mais o assunto e refletir sobre como isso se encaixa na batalha entre Huawei e Estados Unidos aqui.


A guerra comercial entre China e Estados Unidos, é claro, continua. Do lado de Washington, o presidente Donald Trump parece estar pronto para estabelecer mais tarifas às importações chinesas caso Xi Jinping não se mostre disposto a seguir a direção política e comercial desejada pelos estadunidenses. Os dois líderes se encontrarão no fim deste mês no Japão. Já Steven Mnuchin, secretário do tesouro dos Estados Unidos, acusou Pequim de permitir a desvalorização do yuan chinês com vistas a contrabalancear os efeitos das taxações americanas. A China, por sua vez, insiste que não irá ceder à pressão de Washington – especialmente no que se refere a assuntos domésticos do país – e procura por maneiras de responder às ofensivas estadunidenses. Dentre as medidas adotadas, chama a atenção a decisão por aconselhar oficialmente os cidadãos chineses a não mais ir aos Estados Unidos a turismo ou estudos – decisão que pode impactar consideravelmente grandes universidades e regiões turísticas americanas.

Mais um uso para a Inteligência Artificial, mas esse é um dos positivos: prevenção ao suicídio. Com a ajuda de IA, a rede social Weibo está conseguindo encontrar mensagens e agir antes que algo aconteça, elaborando um sistema complexo para analisar postagens e contando com a ajuda de voluntários. Suicídio é a principal causa de morte de jovens chineses entre 15 e 35 anos.


Ocorreu nessa sexta-feira, dia 07 de junho, o Festival do Barco do Dragão, uma celebração anual que ocorre no quinto dia do quinto mês do calendário chinês. Conforme a lenda, há mais de dois mil anos o poeta Qu Yuan se jogou no Rio Miluo após a invasão de tropas inimigas em sua cidade. Para impedir que peixes devorassem o corpo do poeta, moradores locais jogaram ao rio uma pasta feita de arroz e vinho, sob um barco estreito  conhecido como barco-dragão. Atualmente, uma das maneiras de comemorar o festival é participando de competições de barco-dragão e comendo zongzi (um bolinho de arroz recheado, embrulhado em folhas de bambu).

As competições de barco-dragão existem no mundo todo e, contrariando a tradição de que só homens podem remar (caso contrário, má sorte é trazida para o vilarejo), os melhores remadores são camponesas chinesas. Conheça mais sobre o assunto aqui.


Aconteceu, no último fim de semana, o Gaokao, espécie de ENEM chinês que determina o acesso de estudantes a universidades do país. Neste ano, o exame foi realizado por cerca de 10 milhões de pessoas e seu resultado é um dos pontos cruciais para as vidas de muitos jovens chineses. Mesmo que alterado ao longo dos últimos anos, o Gaokao ainda é alvo de críticas no país. Excessiva atenção à memorização do conhecimento e uma base meritocrática que ignora as discrepâncias na educação básica recebida por pessoas de diferentes origens e classes sociais são algumas das críticas mais comuns à prova. Reformar o exame, porém, é uma tarefa expressivamente desafiadora.

Zheng He foi um grande explorador chinês do século XV. Sob seu comando, o império da China chegou a praticamente todos os cantos do mundo. Esta seção é inspirada nele e te convida a explorar ainda mais a China.

Pintura: descubra a imensidão das aquarelas de Lost Mountain Man, onde solidão e comunhão com a natureza andam juntas.

Memórias da prisão: na edição passada, compartilhamos o relato de Wang Dan, um dos líderes dos protestos de 1989 que foi preso duas vezes, recebeu liberdade condicional para tratamento médico e hoje reside nos EUA. Aqui, você pode ler também um trecho do seu livro Prison Memoirs. 

China, 2069: um exercício de imaginação sobre como será a China no ano 2069. Há boas doses de ficção científica.

Refúgio improvável: poucos sabem, mas durante os anos que precederam a Segunda Guerra Mundial, Xangai foi um dos principais destinos de judeus que fugiam da perseguição nazista na Europa. Saiba mais sobre esse período de uma cidade com muita história para contar.

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